rolling Stones valeu brasil!
Rollings Stones no Super Bowl vira polêmica
Marina Bastos [03/02 - 18:21] Banda que criou um dos mais conhecidos hits anti-consumo de todos os tempos se apresentará no maior evento de marketing da atualidade
A nova atração que comporá o Super Bowl deste ano é uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Os Rollings Stones, que desembarcam no Brasil ainda neste mês para um show gratuito na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, farão a apresentação do intervalo do tradicional jogo de futebol americano, que costuma ter as maiores audiências da TV nos Estados Unidos. Em 2002, o U2 havia se apresentado ali.
A participação daqueles que já foram considerados contestadores sociais neste evento promovido em torno de um jogo de futebol americano, mas realmente movido e alimentado pelo marketing, gera polêmica. Bob Garfield, colunista do especializado norte-americano Ad Age, por exemplo, lembrou em comentário desta sexta-feira, dia 3, que a banda é a criadora de um dos mais conhecidos singles anti-consumo do rock'n'roll, a música "Satisfaction". Segundo ele, "a rendição ao capitalismo transforma as intenções artísticas da banda em pop comercial".
Se a maior banda de rock do mundo não passa de um negócio rentável, não se pode afirmar, mas é incontestável que o perfil do vocalista que gritava o refrão de seu mais famoso hit nas décadas de 60 e 70, vestido em calças justas com maquiagens femininas e barbarizava qualquer convenção da época, mudou muito de lá pra cá. Mas a verdade também é que não é de hoje que ele começou a pensar sobre lucros.
A marca Rollings Stones depende das novas gerações para sobreviver forte como ainda é. A própria ilustração da boca de Mick Jagger faz parte dessa linha de pensamento. Os Stones também foram uns dos primeiros no mercado musical a negociar patrocínios para suas turnês. A atual "A Bigger Band", por exemplo, tem apoio da Ameriquest e essa é pelo menos a nona empresa a se associar à banda desde a marca de perfumes Jovan, em 1981. Entre outras estão E-trade, AT&T Wireless e Budweiser.
Além disso, a banda também já fez acordos de licenciamento com a Ford e com a Microsft, que pôde usar a canção "Start me Up" em um de seus lançamentos. Outra ação inusitada para um grupo de rock aconteceu no final do ano passado, quando os Stones participaram de um episódio da novela americana Days of Our Lifes, através de uma parceria com a emissora NBC para divulgar seu novo CD.
No entanto, a participação no Super Bowl pode superar todas as outras ações voltadas ao marketing por sua incrível visibilidade. Questionado por jornalistas sobre se estaria neste evento há 20 anos, Mick Jagger atribuiu às mudanças da América a sua própria alteração de atitude e completou, irônico, que "tanto ele quanto os Estados Unidos continuam com seus valores mais profundos ainda intactos"."Satisfaction" fecha show histórico dos Rolling Stones no Rio
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JANAINA LAGEMARCIO DINIZda Folha Online, no RioOs veteranos do Rolling Stones levaram uma multidão para as areias da praia de Copacabana, no Rio, durante show histórico, que deve virar DVD e cujas imagens serão utilizadas na produção de um filme.O megaevento (
veja galeria de fotos) reuniu 1,3 milhão de pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros, e um milhão, de acordo com números da Polícia Militar. Apesar da multidão, o show seguiu tranqüilo, com
poucos incidentes reportados.Foi com o hit "Satisfaction", o mais famoso sucesso do grupo, que os Stones encerraram o show gratuito no Rio. O vocalista Mick Jagger, 62, voltou para o bis vestindo uma camiseta com a bandeira do Brasil e as inscrições "Rio de Janeiro" e "Brasil".
Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem
Mick Jagger empolga público em Copacabana. Os Stones tocaram para 1,3 milhão de pessoasMick Jagger apresentou ao público 20 músicas (veja baixo), entre sucessos e canções do novo álbum. Usando calça preta e uma jaqueta prateada, o roqueiro entrou no palco e abriu o espetáculo com a tradicional "Jumpin" Jack Flash", de 1968. Depois da primeira performance, arriscou um "olá Rio, olá Brasil", para emendar a segunda composição. Pouco depois, ele levou o público ao delírio quando gritou: "Copacabana, esta é a melhor festa do mundo". A platéia, que respondeu com gritos, cantou junto "Oh no not you again" na seqüência.Jagger manteve o público animado ao utilizar passarelas laterais montadas no palco, chegando bem próximo às pessoas na areia. Entre uma canção e outra, ele arriscou de novo o português, e se saiu bem: "Tem gente de São Paulo aí? E da Bahia? E Porto Alegre? E do Rio?", disse. "Vocês são fantásticos", continuou.Também teve seu momento de glória o guitarrista Keith Richards, quando cantou "This Place is Empty". No final, ouviu do público gritos de "olê, olê, Richard, Richard". A apresentação, que começou por volta das 21h45 e terminou às 23h50, faz parte da turnê "A Bigger Bang". O grupo Titãs, o DJ Marcelo Janot e o grupo AfroReggae abriram o espetáculo. Com mais de 40 anos de carreira, os Stones são a banda de rock com mais tempo de estrada que ainda se mantém em atividade com sucesso. Segundo a revista "Forbes", o grupo foi o que mais ganhou dinheiro em 2005: US$ 168 milhões (R$ 370 milhões) com CDs e shows. Multidão
Folha Imagem
Mais de um milhão estão na praia de CopacabanaOs integrantes do Rolling Stones chegaram à praia por meio de uma passarela, construída especialmente para unir o palco e o hotel Copacabana Palace, onde os músicos e uma comitiva com mais de 150 pessoas estão hospedadas.Desde a noite da sexta-feira, fãs do grupo começaram a guardar lugares nas imediações do palco. A aglomeração não parou de crescer ao longo do dia, mesmo sob um calor de cerca de 40 graus. Os bombeiros tiveram inclusive de esguichar a multidão na praia.Outras centenas de curiosos permeneceram em frente ao Copacabana Palace. Apesar de proibido, o comércio de ambulantes é bastante intenso na região. Os ambulantes vendem desde cachorros-quentes a caipirinhas (servidas em bandejas) até binóculos